Pular para o conteúdo principal

Roubar quando se passa fome é crime?



A Suprema Corte italiana julgou que roubar pequenas quantidades de comida quando  se passa fome não é crime. A decisão diz respeito a um homem – preso e condenado – que roubou queijo e salsichas no valor de 4 euros de um supermercado. Para os juízes, Roman Ostriakov, de 30 anos, levou os alimentos sem pagar frente à sua necessidade imediata e essencial de se alimentar e, por isso, não cometeu um crime.

“A condição do réu e as circunstâncias em que a apreensão de mercadorias aconteceram provam que ele tomou posse de uma pequena quantidade de comida frente à necessidade imediata e essencial de se alimentar, agindo portando em estado de necessidade”, escreveu a corte.
No Brasil, o princípio da insignificância (ou da bagatela) é que dá conta de casos dessa natureza. Tal conceito, segue o mesmo princípio do aplicado pela Corte italiana, levando em consideração a situação de vulnerabilidade, baixo dano causado pela situação e a desproporcionalidade que uma pena mais severa causaria.

No entanto, apesar desse conceito ser defendido por alguns juristas, ele não é unanimidade nos tribunais. Em 2009, a diretora Clara Ramos produziu o documentário “Bagatela”, no qual entrevista pessoas que roubaram pequenas quantidades de alimentos ou produtos de higiene e acabaram presas. Também participam da obra advogados, promotores e juízes, alguns contra ou outros favoráveis ao princípio da insignificância.

Por Alvaro de Azevedo

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

GRUPOS DE ESTUDO NO WHATSAPP PARA O EXAME DE ORDEM - VEJA COMO PARTICIPAR!

Galera, milhares de grupos de estudos para o Exame de Ordem  do Whatsapp prometem apoio mútuo entre os participantes,  mas sem foco,  sem disciplina,  sem ensino de técnicas,  estratégias, FIGUEIREDO 1° fase do Exame de Ordem  a APROVAÇÃO do " OABEIRO " não se dá  só com conhecimento. Necessário se faz,  um mixto de conhecimento, técnicas,  foco,  estratégia e planejamento. Não há fórmula milagrosa,  mas quer aprender a percorrer o caminho correto, potencializando a chance de aprovação em 50%, ou mais?  Simples! Clique no link de nosso Instagram e veja as ÚLTIMAS publicações onde disponibilizamos os grupos! INSTAGRAM:  PORTAL SABENDO DIREITO REGRAS: CADA PESSOA SÓ PODERÁ PARTICIPAR DE UM GRUPO DO MESMO TEMA,  SOB PENA DE SER EXCLUÍDO DE TODOS! PÁGINA FACEBOOK:  ANTONI NICASTRO FIGUEIREDO APROVEITEM E VEJAM: FALTAM 90 DIAS PARA O XXV EXAME DE ORDEM - OAB CALENDÁRIO OFICIAL EXAME DE ORDEM 2018

MEC aprova "Exame da OAB" para médicos

O MEC (Ministério da Educação) estabeleceu novas diretrizes para a Avaliação Nacional Seriada dos Estudantes de Medicina (Anasem), que será aplicada aos alunos no segundo, quarto e sexto anos dos cursos. Com base na lei do programa Mais Médicos (12.871/2013), a avaliação será um componente curricular obrigatório e condição para a diplomação dos novos médicos. Na prática, cria-se uma espécie “Exame de ordem” para os médicos, muito parecido com o “Exame da OAB”. Penso que tal medida representa um avanço sendo bastante benéfica para a saúde universal e com qualidade para nossa sociedade. Para ser ter uma ideia da necessidade de avaliar o nível de prepararação dos futuros médicos, a última prova aplicada pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo revelou que 48% dos egressos do curso de Medicina não atingiram nota mínima em exame profissional.  Contudo, apesar de reprovados, esses médicos podem trabalhar livremente. Não se trata – é importante frisar isso – de dizer que ...

3 livros essenciais para estudantes de Direito

O caso dos exploradores de caverna ( inglês :  The case of the speluncean explorers ) é um livro do autor  estadunidense Lon Fuller  que foi publicado nos  Estados Unidos  em 1949 e no  Brasil  em 1976. Costuma ser utilizado como obra introdutória nos cursos de direito no mundo inteiro [1]  . Discute o conflito entre a interpretação literal das leis e sua adequação a cada caso concreto. “O processo”, romance publicado em 1925, narra o percurso de Josef K. pelas instâncias de um processo em que é réu, mas cujo teor ele desconhece. O protagonista se vê repentinamente implicado num emaranhado burocrático irresistível que o leva a refletir sobre o sentido da própria existência, a arbitrariedade e a morte. Por que um livro escrito há quase cinco séculos permanece tão atual? As questões centrais de O Príncipe são as mesmas de qualquer obra de ciência política da atualidade: a conquista, manutenção e preservação do poder. E os desdobramentos dessas ...